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Dando notícias

Aos leitores do Tempos Modernos, após tanto tempo sem notícias (completando um ano agora), me sinto na necessidade de vir aqui e dar algum esclarecimento sobre minha ausência deste espaço.

espacinho

Nos últimos tempos, o blog foi deixado um pouco de lado por uma prioridade que dei em vários outros aspectos de minha vida profissional. Neste ínterim, saí do Ambiente de Comunicação do Banco do Nordeste, abracei de fato a carreira na consultoria, formalizei a GABS Comunicação Digital como empresa ativa no mercado, já atendendo, de primeira, algumas demandas de clientes na área de planejamento em marketing e comunicação em meios digitais, iniciei o desenvolvimento de um projeto junto ao laboratório de inovação tecnológica da Universidade de Fortaleza e tenho compartilhado um pouco de conhecimento e experiência em cursos e palestras.

espacinho

Como todos aqueles que resolvem seguir pelo caminho da autonomia e empreendedorismo devem saber bem, abraçar o mundo sendo, ao mesmo tempo, planejador, desenvolvedor, comercial, atendimento, financeiro e administrativo toma um bocado de tempo e acaba por negligenciar outras áreas e prazeres. Como este blog, exemplo mais evidente.

espacinho

A boa notícia é que novos fatos estão por vir e a GABS Comunicação Digital está em vias de se transformar em outra coisa, maior, e que não posso compartilhar agora mas o farei em primeira mão através deste espaço. Assim sendo, minha presença por aqui há de ser mais constante.

espacinho

Àqueles mais pacientes, que ainda voltam aqui no Blog vez em quando ou acompanham pelo feed RSS, agradeço a atenção, carinho e — claro — a paciência e espero voltar a fazer daqui uma tribuna interessante para tratarmos de assuntos relevantes à comunicação e ao marketing.

espacinho

Forte abraço!

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Marketing

A Relação entre a Física e o Branding

espacinho

Dan Cobley é um dos diretores de Marketing do Google. Isso dito, entende-se muito a respeito da criatividade e visão inovadora por trás da resposta à pergunta, aparentemente desconexa: “O que a Física e o Branding tem em comum?“, tema de divertidíssima palestra no TED, com legendas, inclusive, em Inglês e Espanhol.

espacinho

Partindo de alguns dos princípios da Física, como a Segunda Lei de Newton, o Princípio da Incerteza de Heisenberg, o Método Científico e a Segunda Lei da Termodinâmica, ele traz interessantes correlações a princípios fundamentais do Branding, como o reposicionamento, as pesquisas de Mercado e as novas possibilidades de transformar as mensagens originais, a partir das novas ferramentas e possibilidades de manipulação, produção de conteúdo e engajamento em prol ou contra determinada marca.

espacinho

Não só por trazer um inusitado ponto-de-vista, claro, mas são 7 minutos que valem mais do que muitas aulas de Marketing por aí.

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Redes Sociais

Um risco corporativo das redes sociais: pessoas.

espacinho

Alex Glikas é diretor comercial da Locaweb, um dos maiores provedores de hospedagem do Brasil. Em sua vida pessoal, fora da empresa, é também declaradamente corintiano. Durante partida de Corinthians e São Paulo, no último domingo, Glikas tuitou em seu perfil mensagens como as que vemos frequentemente bradadas por torcedores entusiasmados, tripudiando sobre o time adversário.

espacinho

Nada de errado na manifestação, natural em uma rede social. Claro, não fosse o fato de ter associado o nome da empresa ao comentário, no mesmo momento em que a Locaweb associara seu nome ao tricolor paulista, em “patrocínio de aluguel” por duas partidas, como estratégia de divulgação da marca.

espacinho

Tempos Modernos | Gabriel Ramalho (Gabs) | Locaweb Glikas twitter

espacinho

Manifestação pessoal é uma coisa. Manifestar opinião pessoal, reforçando com o nome da empresa, principalmente se saído da boca de um diretor, por outro lado, assume caráter imediato de mensagem institucional. Para os cerca de 2 mil torcedores do São Paulo e clientes da Locaweb que enviaram mensagens criticando a manifestação, mensagens como “Vamos Locaweb! Chupa bambizada!” e “Chupa bambizada! Isso é Locaweb!”, soam não como a provocação de uma pessoa, mas como a provocação de uma empresa. Ironicamente, a mesma empresa que patrocinava o time atacado.

espacinho

Em post anterior deste blog, citei pesquisa que demonstrava que, dentre as empresas americanas que bloqueavam acesso de colaboradores a redes sociais, 51% delas o faziam por medo de prejuízo à reputação e imagem institucional. Mais do que a preocupação com a confidencialidade das informações (40%) e a queda na produtividade (37%), dois argumentos muito comuns. Imagem é um ativo valioso e, ao mesmo tempo, muito frágil.

espacinho

A solução é bloquear os serviços? Em tempo de acesso móvel, o bloqueio é inócuo. O mais racional, portanto, é a normatização de uma política de uso e conduta para estes serviços. Por fim, a melhor recomendação, o bom senso, continua sempre válida.

espacinho

Em comunicado oficial, a Locaweb pediu desculpas à torcida do time são-paulino e afirmou que tomará medidas cabíveis em relação ao ocorrido, manifestando ainda respeitar os dois times e reiterando que a opinião do profissional não correspondia à da empresa. Uma política prévia de uso teria evitado a necessidade de consertar o barco em alto mar.

espacinho

(Meu muito obrigado ao amigo @domenicoribeiro que me enviou a notícia via DM)

espacinho

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Comunicação, mídias sociais

Papos em Rede – Mídias Sociais além do verniz

espacinho

Este post é um convite. Não só um convite aos publicitários ou comunicadores mas, também, um convite a todos que querem entender mais de Internet como plataforma e como mídia. Estudantes de comunicação, empresários, blogueiros, fotologueiros e curiosos são extremamente benvindos.

espacinho

Eu e o Hélcio Brasileiro estamos organizando uma série de encontros no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza, para debater Internet, cibercultura e mídias sociais. O primeiro encontro terá como tema “Por que empresas como a Nike e a Nokia investem nestes caras?”, com a participação de Gilberto Knutz (Uêba) e Régis Freitas (Sedentário e Hiperativo). A influência e relevância dos dois blogueiros junto aos seus públicos e à rede social formada em torno de seus conteúdos é encarada como oportunidade por grandes corporações que não anunciam, em nosso estado, sequer em jornais de grande circulação. O que faz com que estas empresas invistam nestes canais alternativos de comunicação e os números por trás disso são alguns dos pontos abordados no encontro.

espacinho

Confira o release e o serviço logo abaixo:

espacinho

Papos em Rede | Tempos Modernos | Gabriel Ramalho (Gabs)

espacinho
Mídias Sociais além do verniz

espacinho

Todo mundo fala sobre o poder das Mídias Sociais. Não há hoje nenhuma empresa de comunicação do planeta que não esteja investindo, ou interessada em compreender melhor este cenário de múltiplos produtores e distribuidores de conteúdo. Na tentativa de estender o debate em Fortaleza além das próprias redes sociais da internet, Gabriel Ramalho e Hélcio Brasileiro estão promovendo no auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura a série de encontros Papos em Rede.

espacinho

A cada mês, dois convidados discorrerão sobre algum aspecto específico do que acontece na web, abrindo sempre para debate com a plateia presente ou online. O primeiro encontro será no dia 24 de março, quarta-feira, com a presença de Gilberto “Knuttz” Soares e Régis Freitas. Os dois são conhecidos nacionalmente pela atuação em meio digital.

espacinho

O título “Por que empresas como a Nike e a Nokia investem nesses caras?” já é em si uma provocação. Empresas nacionais e multinacionais consideram Gilberto e Régis relevantes. Não é à toa que estão em seus planos de midia. O que faz estes dois empreendedores, que trabalham em casa sem nenhum custo adicional além do computador, da energia e da conexão, estarem na área de interesse destas corporações?

espacinho

Você vai se surpreender.

espacinho

Serviço:

“Por que empresas como a Nike e a Nokia investem nesses caras?”
Dia 24 de março, quarta-feira, às 19h. Grátis.
Auditório do Centro de Arte e Cultura Dragão do Mar (em frente ao Planetário)
Palestras de 20 minutos com Gilberto Soares e Régis Freitas, seguido por debate.

http://www.twitter.com/papos_em_rede

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Comunicação, Marketing, Publicidade

Um breve bate-papo sobre Marketing Online

espacinho

Hoje saí na coluna “Estado de Ideias”, do competente publicitário e coordenador do curso de Publicidade da Católica do Ceará, André Nogueira, no jornal O Estado, aqui de Fortaleza. Na pauta, o tema do Marketing Online e como transformá-lo em um aliado nas tradicionais campanhas de comunicação, atingindo e engajando o público.

espacinho

Como sei das limitações de espaço da matéria e tendo em vista que as perguntas enviadas pela jornalista Lisiane Linhares podem interessar a boa parte das pessoas que visitam este espaço, aproveito para transcrever as perguntas e respostas trocadas em nossa conversa e convidá-los a transformar este post em um bate-papo sobre estes temas. Fiquem à vontade para ler, comentar e compartilhar. Espero que algumas considerações e opiniões sejam oportunas para todos.

espacinho

P: Não faltam pesquisas que mostrem o potencial da internet como veículo de comunicação, mesmo assim o investimento em verba publicitária nesse meio ainda é tímido. Na sua opinião, o que falta para ela ser “descoberta”?

R: Acho que não há apenas um culpado. O Mercado ainda não consegue ver retorno pelo hábito já enraizado de encarar publicidade como produto em vez de serviço e verba como custo em vez de investimento. Temos uma culpa histórica, uma vez que criamos uma dependência grande da remuneração dos BVs dentro dos modelos de negócios das agências e muitas delas, inclusive, às claras, não cobram pela criação como se apenas o espaço adquirido fosse suficiente para vender um conceito. O cliente, neste processo, encara a publicidade como mera negociação de espaços para veiculação de peças, o que é prejudicial para o Mercado como um todo. Na web, o planejamento, a ideia, o conceito, são pontos determinantes e o próprio vício de concentrar a remuneração em veiculação impede que se enxerguem as outras métricas que poderiam, inclusive, ser fatores de convencimento e empregadas na monetização destas ações. Ainda sinto uma resistência em enxergar a web além dos banners e hot-sites. Também há o vício em tratar a web como mera adaptação de outras peças da campanha, quando deveria requerer outra abordagem no planejamento, criação e distribuição, por conta das especificidades do meio. Costumo falar que a Internet é um canal de compra e não um canal de venda: você deve estar disponível ao consumidor quando ele desejar e não tentar impactá-lo despropositadamente e desviando o rumo de sua experiência de navegação Um descobrimento da web como mídia deve passar por estas conscientizações em ambos os lados.

espacinho

P: Vale a pena investir nesse meio? Porque?

R: Mais do que em qualquer outro meio, tendo métricas bem definidas, a Internet é aquele que mais permite a mensuração de resultados de uma ação de uma comunicação. Ao mesmo tempo, a audiência que hoje já a qualifica como mídia de massa e a possibilidade de segmentar a veiculação são argumentos bastante relevantes. Muito além dos banners, há opções para todos os gostos e para todas as verbas. Mas que não nos deixemos enganar pela ladainha repetida de que Internet é algo que saia quase de graça, porque isso não é necessariamente verdade. Uma boa ideia ou um bom planejamento executado responsavelmente tem um investimento necessário, justificado pelo retorno. Há casos de ROI de até 1000% em ações em links patrocinados, por exemplo. Ali, um anúncio que custa centavos pode vender uma geladeira, por exemplo. Recentemente, a Tecnisa vendeu um apartamento de 500 mil reais através do Twitter. Mas imaginar que foi apenas o tuíte dado o motivo que permitiu fechar a venda é ser míope e ignorar todo o planejamento anterior, a equipe que está por trás de suas ações de presença web e os múltiplos canais utilizados por eles nas ações na Internet, o que encarece o investimento mas torna desprezível frente o retorno. Ainda assim, é um excelente indicativo destas possibilidades.

espacinho

P: Como utilizar a internet para potencializar negócios?

R: Há várias abordagens possíveis, de acordo com os objetivos, se comerciais, promocionais ou se de reforço institucional. Estar disponível quando o consumidor deseja, com publicidade semântica e contextual ou trabalhar ações de presença web para aproximar-se dos clientes e transformá-los em advogados de marca são alguns dos muitos caminhos. Hoje, mais do que a publicidade em si, é preciso trazer conceitos de RP aos trabalhos de comunicação com estes públicos na Internet. Relacionamento parece ser a alma do negócio nos novos tempos.

espacinho

P: O investimento em marketing na internet é viável para as pequenas e médias empresas também?

R: Há opções para todas as verbas e perfis de clientes. Quem só costuma anunciar em banners web se impressiona quando descobre que pode segmentar a veiculação e garantir uma maior distribuição com um quinto do valor que investiria tradicionalmente. Portais ainda são caros quando comparados à Publicidade contextual. Links patrocinados e mesmo anúncios em redes sociais como o Orkut ou Facebook (dependendo do direcionamento socioeconômico desejado) são acessíveis para pequenas e médias empresas, por terem baixo CPM e alta taxa de conversão. Em relação à presença web, empresas pequenas tem muito maior possibilidade de aparecer, ganhar relevância e relacionar-se diretamente com os clientes através das mídias sociais (blogs, twitter, orkut…). Há casos aqui mesmo em Fortaleza, por exemplo, de lojas de roupas que apareceram inicialmente em fotolog, blog e orkut, mostrando coleções com custo ínfimo de manutenção, e hoje vendem para todo o Brasil, com rendimentos crescentes.

espacinho

P: Dá para driblar a apreensão natural do mercado por ser uma mídia relativamente recente ou isso é apenas uma questão de tempo?

R: A Internet é o meio que mais rápido consolidou uma base considerável de audiência. Há mais desconhecimento do que apreensão, acredito. Fazer conhecer as possibilidades e inúmeras vantagens é importante. Mas é preciso saber vender, também, uma vez que o cliente muitas vezes não tem real conhecimento do que deseja adquirir. Ainda hoje me impressiono quando vejo spot na rádio para divulgar algum site. A pessoa geralmente escuta rádio no carro ou em um contexto que não pode anotar ou acessar aquele site naquele momento. O cliente mesmo desconhece que talvez fosse muito mais efetivo utilizar publicidade contextual, por exemplo, impactando seus públicos de interesse a um custo muito menor, durante suas experiências de navegação e com possibilidade de mensuração de resultado. Não há apreensão que sobreviva à argumentação sólida.

espacinho

P: Como ficam as mídias sociais nesse contexto? Dá para “ganhar dinheiro”com elas?

R: Sim, é possível rentabilizar as ações em mídias sociais, mas quando pegamos o termo como um todo, precisamos compreender que há diferenças significativas entre estes canais, por exemplo, entre um Twitter, um Orkut e um Facebook (sem mencionar blogs e etc). O primeiro, por exemplo, é baseado em relacionamento com conteúdos compartilhados, mais do que com relacionamentos ligados a laços afetivos no mundo real. Desta forma, os canais requerem abordagens diferentes para impactar e sensibilizar seus públicos de interesse. No primeiro caso, vejo mais como uma ferramenta de relacionamento e promoção do que como ferramenta de veiculação publicitária: ninguém segue um perfil no twitter para receber anúncios ou ver tal marca apenas falar sobre si. Promoções são interessantes, mas propaganda não tem este apelo por se basear numa abordagem anterior à da Internet: da venda antes da compra. Estas formas de monetização passam por ações de relacionamento, de construção de imagem. As marcas ainda estão pouco dispostas a se humanizar. Marcas com discurso vertical não ganham relevância nas mídias sociais. O discurso horizontal e que engaje o consumidor é um caminho que deve ser priorizado. A publicidade, com peças envolventes, tem possibilidades nos canais baseados em relacionamentos sociais, mas devemos esquecer a abordagem antiquada e a mera adaptação de peças de outros formatos. Outra linguagem, outras regras.

espacinho

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Redes Sociais

O Twitter estaria perdendo força?

Alguns dados recentes divulgados pela RJ Metrics parecem levar a uma conclusão de que o Twitter, depois de uma fase de ouro, poderia estar começando a perder fôlego (veja o reporte todo aqui). Resumidamente, estas são algumas conclusões da análise:

espacinho

  • Os usuários têm, em média, 27 seguidores. Em agosto do ano passado, a média era de 42.
  • Houve queda de 20% no ritmo de novas inscrições, desde julho passado. Hoje são cerca de 3 novas contas por segundo.
  • 1/4 das contas no Twitter não possui seguidores. 40% nunca tuitou. No mês de dezembro passado, apenas 17% dos usuários enviou algum tweet pelo serviço.
  • Cerca de 80% de todos os usuários tuitou menos de 10 vezes e apenas 20% dos tuiteiros ultrapassaram a barreira do primeiro mês de utilização.

espacinho

São dados que podem impressionar se estamos acostumados a analisar apenas quantitativamente, pelo viés único da audiência. Mas, ao analisar em conjunto com critérios próprios das redes sociais (influência, participação e engajamento, por exemplo), outras conclusões vêm à tona:

espacinho

  • Os usuários que voltam ao serviço são leais e engajados, respondendo por uma quantidade de atualizações que cobre a deficiência dos que abandonaram. 10% dos usuários ativos respondem por 90% dos tweets.
  • Os usuários ativos no twitter têm maior grau de influência do que usuários de outras redes sociais, dada a natureza de compartilhamentos de conteúdos, maior do que de relacionamento entre pares, inerente ao serviço.
  • Usuários que se cadastraram recentemente são mais leais ao serviço, tendo frequência de atualizações maior que os usuários cadastrados em 2008.
  • Possuindo 75 milhões de contas, uma base ativa de 20% ainda responde por impressionantes 15 milhões de usuários. Estes, muito ativos e influentes.

espacinho

Gostaria de encontrar outros dados que permitissem informações adicionais quanto ao “fôlego” do serviço, como a quantidade de tweets/mês; a quantidade de retweets; o alcance das mensagens e sua repercussão em outras redes… Vou caçar outros estudos pra ver o que posso acrescentar aqui, mas estes são dados que já nos permitem uma reflexão.

espacinho

E você, acha que o Twitter está se enfraquecendo? No Brasil, pelo menos?

espacinho

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Marketing, Redes Sociais

O dinheiro DE VERDADE que circula no Facebook

Tempos atrás, num post aqui neste blog, falei sobre o modelo de negócios do Facebook, baseado em oferta de publicidade segmentada, facilidade de compra de anúncios e no comércio de bens virtuais que são adquiridos através da moeda virtual do serviço, o Facebook Credits. Por mais que se imagine que a compra de bens que só existem virtualmente é uma besteira, somente o comércio gerado nos social games (como o Farmville, por exemplo) gerou mais de U$ 500 milhões em lucros em 2009, segundo dados da consultoria J.P. Morgan.

espacinho

PayPal, serviço de pagamentos online bastante popular no mundo todo, é um velho conhecido de todos. Durante anos, o serviço tem reinado absoluto, possibilitando transações financeiras seguras na Internet e conversão de moedas em diversos câmbios. Quer comprar em uma loja virtual? Basta ter um cartão habilitado numa conta do PayPal e, no momento da compra, a despesa é convertida para sua moeda nativa. Dinheiro de verdade para comprar coisas de verdade.

espacinho

Acontece que hoje, dia 18 de fevereiro de 2010, o Facebook anunciou uma parceria inédita com o PayPal, disponibilizando-o como uma opção de pagamento dentro do site.  A principal facilidade divulgada é que, com o acordo, anunciantes de qualquer país podem comprar espaços publicitários no serviço, em suas próprias moedas, utilizando o PayPal. Hoje, 70% do público do Facebook é composto por gente de fora dos EUA. As possibilidades de segmentação da ferramenta permitem um direcionamento excepcional a baixo investimento.

espacinho

No entanto, outro ponto não pode passar desapercebido: a parceria também permite a usuários comuns comprar Facebook Credits para gastar na rede social, adquirindo produtos virtuais. Na prática, neste caso, moeda de verdade vira moeda virtual que só circula ali dentro. Facebook Credits, como opção de pagamento, se consolida. A rede social se retroalimenta.

espacinho

Com a parceria, o PayPal ganha a oportunidade de participar do bolo publicitário do Facebook, intermediando as negociações de compra de anúncios na rede social, no mundo todo. Bolo publicitário que pode ganhar ainda mais fermento com a entrada de inúmeros anunciantes internacionais que antes estavam à margem do serviço. Não é pouca coisa! O Facebook, claro, lucra com este aumento esperado de receita publicitária e, de quebra, aproveita para movimentar ainda mais um negócio milionário de comércio de bens virtuais, fazendo circular uma moeda virtual que compra produtos sem custo de fabricação. Aparentemente, sai ganhando.

espacinho

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Comunicação, Jornalismo, Redes Sociais

Diretor da BBC determina que seus colaboradores usem redes sociais

Enquanto algumas empresas ainda bloqueiam acesso às redes sociais, outras percebem ali um enorme potencial e, até mesmo, campo ideal para a evolução de seus modelos de negócios. Este é o caso da BBC, cujo novo diretor, Peter Horrocks, recém saído da divisão de conteúdo multimídia do Grupo, determinou que seu corpo funcional abrace as mídias sociais, de acordo com o excelente blog PDA, do The Guardian.

espacinho

Peter Horrocks - fonte: the Guardian | tempos Modernos | Gabriel Ramalho
Peter Horrocks na sede da BBC – foto: The Guardian

espacinho

Ainda segundo Horrocks, as mídias sociais permitem aos jornalistas acesso a uma enorme gama de opiniões e vozes, sendo muito importantes como fontes jornalísticas, além de permitir uma efetiva melhoria do processo de distribuição de conteúdo, uma vez que os usuários também são difusores das notícias, emprestando a elas sua credibilidade junto a seus pares.

espacinho

A atitude do novo diretor vai na contramão de um manual de uso distribuído pela BBC em 2009, que mais advertia sobre o uso do que normatizava uma eficiente utilização destas ferramentas. Mesmo que reconheça os riscos, Horrocks acredita que a BBC não pode ser lenta na implementação das redes sociais em suas coberturas, até pela velocidade do meio, tampouco ignorar os princípios éticos que regem suas outras coberturas, aplicando-as nestes novos canais. Para ele, deve ter a agilidade da cobertura ao vivo.

espacinho

Ainda segundo o diretor, dominar as ferramentas de mídias sociais e melhorar práticas de colaboração na produção de notícias deve ser essencial para seus jornalistas, uma vez que as mudanças que a tecnologia vem promovendo no jornalismo são um caminho sem volta. No novo ambiente da BBC, feeds RSS e Twitter são ferramentas essenciais para os editores e até mesmo um cargo de editor de mídia social foi criado na empresa de comunicação no mês de outubro, antecipando esta nova visão.

espacinho

A irreversibilidade destas mudanças se apresenta até mesmo nas palavras contumazes de Horrocks: “Se você não gosta, se acha que esta mudança na forma de trabalhar não é adequada para você, então, vá fazer outra coisa, porque isto VAI acontecer. E você não vai conseguir parar isso.” Saindo de um grande conglomerado de comunicação, não vai demorar para que estas palavras também ecoem no cenário daqui.

espacinho

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Blog, Design, Planejamento

Cartão de Visitas com QR Code

Uma preocupação que eu tinha e que acho que deve ser comum a muito profissional liberal era a de prolongar a experiência da troca do cartão de visitas. Um cartão, tradicionalmente, precisa marcar sua presença junto a quem o recebe e criar ali um interesse de contato futuro. Ser um indicador de sua aptidão profissional e, ao mesmo tempo, um convite a uma parceria ou trabalho posterior. Mas como resumir em um primeiro contato o seu conhecimento ou apresentar, no cartão, o seu histórico profissional?

espacinho

Como meu cartão se destina a demonstrar meu conhecimento em planejamento para mídias digitais, imaginei que uma apropriação tecnológica poderia ser uma solução para, ao mesmo tempo, despertar a curiosidade em quem recebe o cartão, transformar o mesmo em uma peça interativa, prolongar sua vida útil e, ainda, servir como extensão às informações ali disponibilizadas, apresentando uma forma que permitisse ao portador conhecer mais sobre minha experiência profissional e cases nos quais me envolvi. Resultou nisso que você vê abaixo:

espacinho

Cartão de visitas com QR Code | Tempos Modernos | Gabriel Ramalho

espacinho

Pode não ser uma ideia extremamente inovadora, afinal QR Codes já existem há um par de anos, mas é uma solução que cumpre bem os objetivos para os quais se destina e é criativa ao buscar uma abordagem diferente do tradicional. Ao utilizar o leitor de QR Codes do celular, o portador pode chegar, pelo celular, à página de Sobre o Autor, deste blog, e ter acesso a uma gama de informações adicionais que ultrapassam a possibilidade do suporte físico original.

espacinho

Pensando um pouco além, esqueça um pouco o cartão e imagine as possibilidades que o uso deste tipo de recurso interativo pode trazer para suas peças, prolongando as experiências de suas ações de comunicação, trazendo mais informações ou servindo de vínculo entre o real e o virtual (Por exemplo, um QR Code em um anúncio pode remeter a um hot-site móvel). As possibilidades só tem limite na sua inventividade.

espacinho

E, aproveitando o momento jabá, mesmo não tendo o cartão em mãos, você ainda pode entrar em contato comigo para saber como incluir as mídias digitais em suas ações de comunicação. Pode ficar à vontade e agradeço seu contato.

espacinho

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Redes Sociais, Web 2.0

Profissionais de Web no Ceará, tá na hora de aparecer!

espacinho

img_aparecer

espacinho

Aqui em Fortaleza, vejo muita gente reclamando da dificuldade em se identificar profissionais, especialistas em variadas áreas relacionadas a Web, para integrar equipes multidisciplinares em projetos nesta mídia.

espacinho

Não falo só de tecnologia. Mas também de comunicação, publicidade, design… Quem já precisou encontrar um bom produtor de conteúdo prum blog corporativo, um bom analista de mídia para montar um plano específico para Web ou um bom profissional para pensar um site com recursos avançados de uma forma bacana e exequível, sabe bem do que estou falando. A gente sabe que o profissional existe, mas a procura é como buscar uma agulha no palheiro, muitas vezes.

espacinho

Muitas agências cearenses, mesmo, desconhecem os bons profissionais que atuam no Estado e buscam soluções de fora, com parceiros que, muitas vezes, desconhecem muito da nossa realidade e de nossas idiossincrasias. Aí aparecem algumas soluções equivocadas que são algo natural quando se leva em conta uma dificuldade perceptível das agências de fora em entender que há tantas diferenças entre um baiano e um cearense quanto entre um mineiro e um carioca.

espacinho

Acontece que a queixa que vejo é antiga e recorrente. E se a gente não se esforçar em aparecer, vamos ficar fadados a ficar só acompanhando a evolução da Web na arquibancada, e reclamando do empresariado não nos enxergar ou de as agências não saberem que temos bons profissionais por aqui, sim. E gente com experiência de trabalhos para bons clientes nacionais.

espacinho

Então, povo, vamos sair do discurso e partir para a ação?

espacinho

Criei no Ning uma rede social com um objetivo muito específico: ser um grande banco de dados, livre e democrático, dos profissionais de Web no Ceará. O endereço é http://www.webceara.ning.com. A ideia é que cada um de nós possa criar o seu perfil, colocando-se disponível para freelas e projetos na web. Ao mesmo tempo, discutir assuntos relevantes à nossa profissão e ao nosso mercado. Quase um LinkedIn alencarino.

espacinho

img_profissionaiswebce

espacinho

Atentem ao chamado: A rede está aberta a todos nós que, de alguma forma, trabalhamos com web. Tecnólogos, blogueiros, jornalistas, publicitários, psicólogos com conhecimento de comportamento social em mídias digitais, designers de interface e de usabilidade, fotógrafos, etc etc etc. A busca do Ning, inclusive, permite localizar os perfis baseados em especialidades e em conhecimentos específicos. Quer um produtor de conteúdo? A ideia é que você encontre por lá. Quer um editor em mídias sociais? Idem.

espacinho

Conto com vocês, então, para duas coisas!

A primeira é se cadastrar lá e montar seu perfil.

A segunda é fazer esta rede chegar ao maior número de pessoas. Agências de publicidade, assessorias de comunicação, profissionais das várias áreas que trabalham com web… Vamos montar o banco de dados de profissionais em mídias digitais mais completo possível e vamos ajudar o nosso mercado a tomar conhecimento. Posso contar com vocês?

espacinho

Leitores deste blog, empresas e agências dos outros estados do Brasil, aproveitem para conhecer a rede social e identificar profissionais que podem atuar em suas ações na Web com competência, visão de mercado e orçamentos bem mais convidativos. Ações em blogs, apoiadores no planejamento para campanhas regionalizadas, desenvolvedores… Tem um mundo de gente boa pronto para ser visto.

espacinho

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Comunicação, Planejamento, Publicidade, Redes Sociais

Quem é mesmo o analista de mídias sociais?

Análise de mídia social | Tempos Modernos | Gabriel Ramalho (Gabs)

espacinho

Achei muito interessante uma provocação do Kenzo Kimura, do Rafiado, ao publicitário boa-praça Hélcio Brasileiro, repercutida em post de seu blog. A pergunta era “Agora todo mundo é analista de mídias sociais?”

espacinho

Este questionamento encontra eco em algo que já falei por aqui, em um post anterior, e repeti algumas outras vezes: Entrar em mídias sociais não se faz sem planejamento. Não se faz sem estratégia, sem objetivos e métricas definidas, sem considerar riscos e benefícios, nem sem definição de uma política de gestão.

espacinho

Concordo com o Hélcio quanto à importância da estratégia, enquanto preocupação deste profissional. E acrescento que o conhecimento multidisciplinar é fundamental. A exemplo dele, também tenho visto muita gente com a impressão de que basta criar perfis no Orkut, Twitter e Facebook e entrar em contato com os usuários nas comunidades e redes sociais para se denominar “Analista de Mídias Sociais”. Acho que até pelo fato de tudo ser muito novo e ainda haver muita experimentação, identifico muita falta de método na condução destas ações. Está na hora de tratar estas ações como projetos, em vez de complementos e quebra-galhos das outras ações.

espacinho

Gerenciar presença web não é simplesmente manter estes canais e postar informações para os usuários de forma unilateral. Deve-se levar em conta uma série de pontos antes, durante e depois das ações. Definir objetivos, elencar indicadores de performance, elaborar estratégias para relacionamento e promoção, identificar canais e nós estratégicos para a difusão de sua mensagem, definir linguagem, acompanhar menções à marca e relacionar-se com os usuários, medir resultados… E eis a importância de profissionais com conhecimentos estratégicos para conduzir estas etapas, em vez de simples alimentadores de redes sociais.

espacinho

Reconheço que ainda há muito por se verificar e por se experimentar e vejo ainda muita relutância das agências em desenvolver ações para as mídias sociais. Justifica-se, claro: há o impacto de todo um novo modelo de negócios a ser adotado; há o confronto com a forma já estabelecida de se fazer publicidade e há muitos novos paradigmas para o planejamento, para a mídia, para a criação e para o atendimento, mas não se pode ficar na defensiva, tampouco subestimar o poder destes canais. Ignorar o bonde é ficar pra trás.

espacinho

O modelo tradicional de propaganda unilateral e verticalizada está sendo diariamente confrontado e seus resultados cada vez mais contestados. Hoje, a publicidade não pode se resolver unicamente com uma frase de efeito e uma foto bem tratada e devemos ter consciência disso porque, em pouco tempo, os clientes terão. É preciso fazer a mensagem sobreviver ao meio e fundir emissor e receptor num mesmo personagem. É preciso engajar.

espacinho

Sobre a questão da remuneração sobre estas ações, discussão que vejo frequentemente no mercado publicitário, acredito, sim, na possibilidade de rentabilizá-las. Há casos de agências lá fora que definem sua remuneração tendo por base a participação nos lucros de seus clientes a partir de suas ações em mídias sociais. Viram parceiros. Em ações de links patrocinados, por exemplo, há a possibilidade de cobrar pela configuração das campanhas e também pela otimização e acompanhamento diário dos desempenhos das palavras-chave. Há caminhos.

espacinho

Este é um meio em que, se planejados os objetivos e indicadores de performance no início das ações, se permite a melhor mensuração de retorno em relação a qualquer outro. Isso, em vez de motivo para desconfiança, deveria ser argumento de convencimento. Cada vez mais, vejo as conversões como métrica para análise de resultados e como saída para rentabilizar de forma honesta e justa estas ações. Mas, lembremos: ações bem planejadas. Afinal, se a mensagem não é boa e a comunicação não é honesta, não importa o meio.

espacinho

Quero depois escrever a continuação da série Planejando para a Web (não escrevi ainda pela falta de tempo pra organizar as ideias ali) e colocar um post aqui exclusivo sobre métricas e planejamento de ações em redes sociais. Espero que este post tenha sido um bom aperitivo.

espacinho

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Design, Usabilidade

Um olhar multidisciplinar sobre Usabilidade

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espacinho

Algumas pessoas que vêm aqui já sabem que eu entrei neste mundo da Web pela porta do Design. Assim, depois de ter enveredado pelo Design Gráfico e pelo Design para Web, o Design de Experiências de Uso, ainda hoje, é um dos temas que mais me atrái a atenção. Tendo cursado Publicidade, não é de se estranhar que minha relação com o tema seja pela ótica das Ciências Humanas.

espacinho

Já que o planejamento de soluções interativas deve ter a intenção de atrair, engajar e sensibilizar pessoas, não se pode ignorar de forma alguma o modo como estas vão interagir com estes produtos, usá-los e interpretá-los. Muito menos se pode dissociar o planejamento de aspectos tão multidisciplinares como os estudos sobre cognição, dinâmica de aprendizado e semiótica, por exemplo. A própria disciplina de IHC, dos cursos de TI, entende esta importância.

espacinho

Se você, mesmo inconscientemente, busca voltar à página inicial de um site clicando na logo no canto superior esquerdo ou busca informações de endereço de uma empresa, por hábito, no rodapé de um site, saiba que isso se deve ao fato de que, ao usar as interfaces digitais, você desenvolveu um aprendizado. Por exemplo, já reparou que, no mundo real, se você encontra uma porta cuja maçaneta gire no sentido anti-horário, ela sempre é mais difícil de abrir? Sempre há um estranhamento inicial, até que você reorganize o pensamento e gire para o outro lado.

espacinho

Um livro que recomendo sempre a quem deseja ter uma visão geral bacana sobre o tema é o As Leis da Simplicidade, de John Maeda. Até porque, ao contrário de alguns “manuais” quase metidos a regulamentos sobre Usabilidade, este livro traz algumas orientações bacanas para quem deseja que suas interfaces sejam as mais “usáveis” possível, se baseando, principalmente, nas interfaces como conseqüências de nossas expectativas de uso.

espacinho

Em vez de jargões ou “do’s or don’ts”, apresenta concisamente a importância da simplicidade nos projetos, através de 10 leis. É aquela coisa do excesso de informação mais confundir do que facilitar o uso. Como o autor resume na lei que considera a “única”: “Subtrair o Óbvio e acrescentar o Significativo”. Algo que a Apple e a Nokia, na minha opinião, fazem com maestria no segmento da telefonia celular. Por fim, vale a leitura e a referência.

espacinho

Se você se interessar mais por este assunto e tiver curiosidade, compartilho abaixo um artigo científico que escrevi tempos atrás justamente sobre uma análise da experiência de uso no Flickr, com foco no aprendizado de uso nas interfaces digitais a partir de relações de interpretação de signos visuais à luz da Semiótica, bem como nas mudanças de indexação a partir da web 2.0, com taxonomias cada vez mais subjetivas.

espacinho

Em uma web repleta de material sobre Usabilidade com foco na tecnologia, espero dar um pouco de contribuição a este tema sob outra ótica. Não se deixe amedrontar pelo fato de ser um artigo científico. Garanto que está bem coloquial. Boa leitura!

espacinho

espacinho

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Redes Sociais

Mídias Sociais funcionam. Mais que isso: mobilizam.

espacinho

Quem ainda tem dúvidas da eficácia das mídias sociais acaba de ganhar mais um exemplo para tentar contrapor sua opinião. Uma historinha rápida que pode demonstrar muito bem o poder destas mídias é esta, bem recente.

espacinho

Ontem, por volta das 11 da manhã, fui informado que o amigo Emílio Moreno havia perdido uma causa que enfrentava desde 2008, que era de conhecimento dos amigos, apenas, pois o mesmo optou por guardar segredo, esperando uma justa resolução. Naquele ano, em um post que relatava uma confusão ocorrida em um colégio conhecido da capital cearense, um internauta anônimo comentou o artigo, criticando a atuação da diretora da escola, freira Eulália Maria Wanderley de Lima, na mediação do conflito.

espacinho

O que aconteceu a seguir parece, num primeiro momento, saído de um filme do Buñuel e, num segundo momento, extraído de um conto de Kafka: o advogado da diretora solicitou ao Emilio a retirada do comentário, no que foi prontamente atendido e solicitou, sem nenhum amparo legal, que Moreno quebrasse a privacidade dos comentaristas e informasse o nome do autor, mesmo sem ordem judicial. O advogado propôs, informalmente, algo ilegal. O blogueiro não o fez de imediato pois desejava consultar inicialmente o Sindicato dos Jornalistas para pedir orientações quanto a isto. (agradeço ao Germano Vale, advogado, que corrigiu as informações deste parágrafo nos comentários, a respeito do aspecto legal ou não da solicitação do advogado da diretora.)

espacinho

Mesmo que tenha apagado prontamente o comentário e oferecido direito de resposta, a diretora entrou com um processo por danos morais. A vítima, no entanto, não era o autor do comentário mas, sim, o dono do blog. Mesmo que, sob mandado judicial, o provedor de acesso tivesse como identificar o verdadeiro autor da mensagem difamatória. Resultado: o blogueiro foi condenado em 16 mil reais. Mais sobre a história está no post em meu outro blog, o primeiro sobre o assunto.

espacinho

Como falei por lá, a condenação, em si, era de um absurdo impressionante. Responsabilizar o dono do blog pelo comentário postado é como responsabilizar o dono de um boteco pelas conversas dos bêbados. Mas em um país que tirou o Youtube do ar por conta de um vídeo enviado por um usuário, o que esperar? A justiça ainda não parece preparada para julgar questões como estas. Sem contar que o blogueiro não tem no blog uma fonte de renda. É apenas um veículo informativo pessoal.

espacinho

Ainda na manhã de ontem, postei o artigo no meu blog. Seguiu-se uma postagem no Twitter e uma motivação para que as pessoas passassem adiante o acontecido, para que fizéssemos mais gente tomar conhecimento. O fato era absurdo demais para que passasse em branco e, em defesa da liberdade de expressão e contra a injustiça ocorrida, as pessoas passaram a retuitar a mensagem.

espacinho

Alguns hubs aderiram à causa, aumentando ainda mais a quantidade de retuitagens da notícia. Antes de 2 da tarde, a mensagem era uma das 5 mensagens mais retuitadas no Brasil, segundo dados do BlaBlaBra. Segundo os dados do Tweetreach, a mensagem naquele momento já tinha alcançado cerca de 60 mil pessoas. Fato é que apenas o link original acabou trazendo cerca de 4 mil acessos ao blog, comprovando a eficácia, o engajamento e o apoio dos internautas. Algo que me deixou muito confiante em relação à Internet brasileira, uma vez que a causa dizia respeito a todos nós que produzimos conteúdo na web. As redes sociais estimulam a propagação de causas, constatado mais uma vez.

espacinho

Na manhã de hoje, a surpresa de que a repercussão do caso foi tão grande que virou matéria na capa do G1, tendo sido a segunda matéria mais lida do dia. A mídia social, assim, pautou um veículo ligado à mídia tradicional. A notícia também foi destaque no blog de Rosana Herman no R7, e em portais relacionados ao jornalismo, como o Portal Imprensa e o Comunique-se. Além disso, tuiteiros criaram a hashtag #freeemilio, com objetivo de agregar as informações referentes ao processo. Até o momento, uma busca pelo nome da autora do processo retorna cerca de 25.500 resultados no Google. A maioria destes referentes ao processo. A maioria, de ontem para hoje. Nem toda uma vida voltada à prática do bem (que é o que se deve esperar de uma religiosa) pode apagar a imagem negativa que a freira projetou de ontem para hoje para milhões de brasileiros (somadas as audiências de todos os canais) ao ser algoz de uma injustiça deste tamanho. O mais sensato seria reconhecer o erro, praticar o perdão e abrir mão do processo. Mas não creio que isso vá acontecer, infelizmente.

espacinho

Se havia alguma dúvida quanto à eficiência das mídias sociais e do aproveitamento delas para mobilização e difusão de causas, acho que este exemplo ajuda a mostrar que, à margem do poderio da mídia de massa, do poderio econômico da censura e dos processos baseados em absurdos e precedentes legais duvidosos, há sempre o poder das massas com seus canais próprios para protestar e demonstrar sua insatisfação com as injustiças. Os canais para fazer com que os acostumados à ordem antiga das coisas (e aos acostumados à censura, sob a máscara da “defesa contra danos morais”) percebam que, na Internet, a informação circula livremente e qualquer tentativa de cercear recebe, de milhares de pessoas, uma resposta à altura da defesa de seus direitos. O processo foi ganho para a freira, mas para os milhões de internautas, a vítima dos danos morais é Emílio Moreno.

espacinho

Qualquer sugestão de ajuda ao blogueiro, nos comentários, é bem-vinda.

espacinho

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Comunicação, Comunicação Corporativa, Planejamento, Redes Sociais

Fórum de Comunicação e a Experiência em Mídias Sociais

Fórum de Comunicação do Governo Federal no Nordeste | Tempos Modernos

espacinho

Permitam-me mudar um pouco a linha deste blog e compartilhar uma historinha com vocês. É que quando uma ideia, enfrentando todas as dificuldades desde a proposição, passando pela articulação, organização e execução, tem resultados que possibilitam tratar como um case, a gente se sente na obrigação de compartilhar a experiência, até mesmo para motivar outras iniciativas e ajudar a apontar o caminho das pedras. Este é o caso deste post.

espacinho

Este ano, pela terceira vez, participei da organização do Fórum de Comunicação do Governo Federal no Nordeste, o maior evento de comunicação pública na região, realizado pela Secom (Presidência da República) e pelo Banco do Nordeste, através de seu Ambiente de Comunicação. O evento deste ano trouxe uma pauta de palestras, painéis e mesas que versavam sobre comunicação interna, relacionamento de assessorias e veículos e as mídias sociais como ferramentas de diálogo e relacionamento com a sociedade.

espacinho

Esta edição, até mesmo pela natureza dos temas, motivou uma outra abordagem de trabalho. Se falaríamos destes temas, por que não criar canais que permitissem empregar estas características no próprio evento? Possibilitando, desta forma, que fosse feita uma transmissão do fórum a quem não pudesse estar presente, ao mesmo tempo em que ocorria uma cobertura via blog e twitter, com estímulo a uma cobertura colaborativa e relacionamento com os participantes e a audiência destes canais.

espacinho

Forum de Comunicação do Governo Federal no Nordeste 2009 | Tempos Modernos

espacinho

Como já falei em um post algum tempo atrás, entrar em mídias sociais, principalmente quando se tem a intenção de que os canais sejam convergentes, não se faz sem um planejamento que considere riscos e oportunidades, nem sem a elaboração de estratégias para o uso e políticas de gestão.

espacinho

Nestas, deve-se levar em conta a definição de linguagem, o propósito, elenco de editoria e análise, identificação prévia de riscos e estratégias de gerenciamento de crises (um tweet mal colocado poderia desencadear uma bola de neve). Não preciso dizer que foram semanas de planejamento porque cada canal deveria ser um nó estrategicamente alinhado aos objetivos da ação, potencializando e referenciando os outros. Desta forma, um tweet poderia remeter a um post que remeteria à transmissão online, por exemplo, todos com atualização imediata durante o evento.

espacinho

Canais utilizados no Forum de Comunicação do Governo Federal no Nordeste | Tempos Modernos

espacinho

Para a experiência do Fórum, planejou-se a criação de um hot-site que pudesse apresentar a programação, os palestrantes, informações sobre os locais de realização e disponibilizar as inscrições. Um blog seria a ferramenta para apresentar informações sobre palestrantes e características desta edição, bem como estimular discussões sobre as palestras que seriam apresentadas. O perfil no Twitter traria informações quentes sobre o evento e efetuaria a cobertura durante a sua ocorrência, ao mesmo tempo em que mediria a repercussão e se relacionaria com o público.

espacinho

Para o Twitter, ainda, foi criada uma hashtag, #fcom_ne, que permitiria aos participantes realizar uma cobertura colaborativa. Por último, o evento teria um streaming de vídeo, disponível no hot-site, para quem quisesse acompanhar pela Internet. Lembrando, ainda, que a página de cobertura trazia um feed da hashtag empregada. Desta forma, a participação da audiência no Twitter aparecia na página em tempo real.

espacinho

Para a gestão destes canais, foi proposta a criação de uma equipe que englobava profissionais de comunicação e técnicos de audiovisual e de infraestrutura. Afinal, o projeto previa produzir conteúdo para o blog durante as palestras e mesas, transmitir o evento ao vivo, efetuar a cobertura e cuidar do acompanhamento da audiência e relacionamento com os usuários e conteúdos no Twitter (retuitando a cobertura colaborativa, respondendo dúvidas, repassando perguntas à moderação, divulgando links para os posts) e disponibilizar os vídeos tão logo as palestras terminassem.

espacinho

Mas ainda havia alguns problemas: Por se tratar de uma instituição financeira, é justificável e compreensível que a rede do Banco do Nordeste tenha sérias restrições de uso de banda e de segurança. Era necessário, portanto, articular-se com alguns ambientes de forma a conseguir uma solução que permitisse tanto transmitir o evento, da forma que gostaríamos, bem como possibilitar acesso para quem quisesse participar da cobertura colaborativa do evento.

espacinho

Ao mesmo tempo, chegavam os primeiros orçamentos para esta empreitada, levantando o custo de tudo para a casa dos 20 e poucos mil reais, entre solução de streaming e conexão dedicada à Internet. A instituição também não tinha homologado o Wordpress, jogando pra baixo os planos de disponibilizar o blog em seus servidores. O evento nem tinha começado ainda e os problemas pareciam jogar tudo por terra.

espacinho

Por fim, resolvemos os problemas de conexão com soluções de Internet 3G e hospedamos o hot-site em servidor externo. Não sem antes definir a arquitetura de informação e hierarquia de conteúdos. A questão da transmissão ao vivo não estava resolvida até descobrirmos uma solução que, inclusive, se aproveitava do capital social do perfil do Fórum no Twitter para sua divulgação. Reduzimos o valor do orçamento a um décimo do inicial.

espacinho

Não divulgamos a iniciativa até verificarmos que tudo correria bem, após exaustivos testes durante alguns dias, não só da ferramenta como também da infraestrutura do auditório do BNB e do teatro do CCBNB, que teria que permitir a conexão e, ainda, a alimentação da transmissão a partir de mesa de corte de vídeo. Só divulgamos o streaming no dia do evento, faltando uma hora para o início porque, acreditem, mesmo depois dos testes, ainda houve problema em reconhecer a mesa no momento de iniciar a transmissão. Mesmo que tal equipamento já tivesse sido reconhecido corretamente em 3 dos testes anteriores.

espacinho

Ao final, com estrutura pronta e com a engrenagem rodando bem azeitada, eis um vídeo dos bastidores da cobertura. Aí, tanto a alimentação do streaming como os esforços de edição e análise de rede social e, ainda, a produção de conteúdo para o blog podem ser vistos enquanto, ao fundo, ocorre a Conferência de Abertura, com o secretário Nelson Breve. Quem vê tudo correr tão direito, não imagina que o processo levou semanas para se concretizar desta forma.

espacinho

espacinho

Vamos aos resultados:

  • Em menos de um mês, o hot-site alcançou a marca de quase 2.700 acessos. Tudo motivado pela divulgação em redes sociais. O tempo médio de permanência no site era de 5 minutos, um índice muito bom. Fomos, também, referenciados em mais de 180 sites.espacinho
  • Recebemos mais de 500 inscrições, de um total de 1250 visitas à página homônima. Quase 50% de conversão. O número de inscrições deste ano foi bem maior do que o dos anos anteriores.espacinho
  • A página de programação recebeu cerca de 1200 visualizações no período.espacinho
  • Pasmem, a página de Cobertura, divulgada apenas a partir das 18h30min do dia 04 de novembro, recebeu 549 visualizações, com pico de 50 espectadores simultâneos. Ou seja, tivemos um público flutuante no streaming superior ao número de inscritos no evento. Apenas a divulgação via Twitter foi responsável por 288 cliques na página de Cobertura. 52% dos acessos.espacinho
  • No momento em que chegamos a 50 espectadores simultâneos na transmissão online, tínhamos cerca de 400 pessoas assistindo presencialmente. Uma proporção boa em favor do streaming.

espacinho

Alguns números da performance nas mídias sociais:

  • Crescimento de 49,3% no número de seguidores do perfil do Twitter durante o evento.espacinho
  • Os 22 links postados pelo perfil do Forum no Twitter foram retuitados 27 vezes e foram responsáveis por 901 cliques ao hot-site. Uma média de 41 cliques por tweet.espacinho
  • 63 Retweets de nossos posts durante o evento por parte da audiência.
  • A cobertura colaborativa através da hashtag #fcom_ne teve a participação de 62 pessoas! Estas presencialmente ou acompanhando pelo streaming.espacinho
  • O alcance da cobertura do evento, considerando apenas as 50 últimas atualizações com a hashtag #fcom_ne, foi possível ser medido através do Tweetreach: 11.452 pessoas.espacinho
  • Esta quantidade de pessoas apenas no Twitter. Os números ficam bem mais impressionantes quando adicionamos a audiência do blog, onde foi feita a cobertura, e a do Twitcam, cerca de 14 mil.

espacinho

Como bônus, aproveite para visitar o hot-site e ver todas as palestras e mesas disponibilizadas em vídeo. E, por fim, quero agradecer a toda a equipe do Banco do Nordeste (Ambiente de Comunicação Social, Ambiente de Gestão da Cultura, Ambiente de Infraestrutura, Ambiente de Educação Corporativa e Ambiente de Segurança Corporativa), à Secretaria de Comunicação da Presidência da República, aos palestrantes e à audiência que efetuou a cobertura colaborativa. Sem a participação destes atores, o evento não teria sido o sucesso que foi. E só projeto, no papel, não põe máquina alguma pra rodar.

espacinho

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Banner Web: Crônica de uma morte anunciada

banner blindness placa | Tempos Modernos

espacinho

A data de 27 de outubro passou sem significativo alarde nos meios publicitários. Quinze anos antes, o site HotWired lançava o primeiro banner publicitário na Internet (bem como o formato padrão de 468 x 60 pixels), para a campanha “You Will” da AT&T, cobrando US$ 60 mil pelo período de 6 meses de veiculação, num dos primeiros equívocos da história deste suporte publicitário: o de cobrar por tempo, à semelhança do outdoor.

espacinho

Não bastasse, um segundo equívoco veio junto: o banner remetia à uma página “em construção”, uma vez que a At&T só viria a ter um site algum tempo depois. Sem intenção de ironia, a própria chamada na peça inaugurava uma pergunta que até hoje repercute neste meio como provocação: “Você já clicou alguma vez aqui?”.

espacinho

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Este foi o primeiro banner da história da Internet

espacinho

Apesar de algumas matérias e pesquisas frequentemente divulgadas em defesa do formato, o banner como promessa de monetização nunca se revelou suficientemente eficaz. Basta ver que a própria HotWired fechou as portas apenas 5 anos depois de inaugurar o formato. Assim como milhares de serviços que surgiram na primeira bolha da Web vislumbrando a venda de banners como único método de sustentação, ignorando outras alternativas, como modelos de negócios freemium ou uso de publicidade contextual ou segmentada.

espacinho

Pesquisa recente da comScore divulgada no Tecnosfera, inclusive, defendeu o banner com o argumento de que, em um estudo realizado com dois grupos focais, 6,6% dos usuários que foram expostos a um banner visitaram o site anunciado, dentro de um período de 4 semanas, em comparação com 4,5% dos que não foram expostos e também visitaram. Para mim, uma diferença de 2 pontos percentuais não é suficiente como defesa do formato. Ainda mais quando se pega outro dado, de que 0,2% dos que não foram expostos buscaram a marca no Google, em oposição aos 0,3% que foram. 0,1% parece muito para você?

espacinho

Fato é que defender o banner como única alternativa para a publicidade na Internet parece cada vez mais sem sentido. Inclusive, um fenômeno facilmente verificável hoje em dia é o banner blindness, onde as pessoas, acostumadas à navegação em interfaces digitais, tendem a ignorar os banners. Há outras possibilidades para a publicidade, então?

espacinho

img_banner_blindnessExperimento de usabilidade evidencia as áreas que concentram a atenção do usuário. Os anúncios estão ressaltados em verde na área mais escura. Experiência de uso nas interfaces é o principal fator responsável.

espacinho

Uma das soluções imediatas passa pela utilização de outras disposições de espaços publicitários e abordagens*. Uma destas é a tática do “blending”, que recomenda que os anúncios se misturem com os conteúdos, em vez de diferenciar-se destes. Se levarmos em consideração, também, como disse antes por aqui, o fato de a Internet ser um canal de compra e não de venda, a utilização de publicidade contextual também pode trazer bons resultados: possui a capacidade de associar-se ao conteúdo da página, dentro do contexto de interesse do visitante, sendo oportuna em vez de invasiva. Se o usuário vê uma página que fala sobre novos destinos turísticos, está lá o anúncio de uma companhia aérea com promoções.

espacinho

(* - Espaço para uma confissão: em análise de planos de mídia, muitas vezes recomendo ao meu cliente a aquisição de um banner mais barato, mas com maior possibilidade de eficiência. Isso se dá porque muitos veículos desconhecem que um banner quadrangular no centro da página pode ser mais eficaz que um full-banner no topo e vendem por um preço muito mais em conta. Fica a dica aos media planners que visitam aqui.)

espacinho

É preciso entender hoje que a publicidade na Internet não pode mais depender exclusivamente do banner. Agências que apostem nisso, colocando apenas peças deste tipo no seu portfolio para a Internet estão indo na contramão dos estudos de usabilidade e de resultados facilmente verificáveis. Numa mídia como a Internet, onde os clientes cada vez mais percebem a facilidade de mensuração dos resultados das campanhas, há a crescente preocupação destes com o resultado de seus investimentos. E o retorno oferecido pelo banner, através do método tradicional de disponibilizá-lo em planos de mídia a semelhança dos planos offline, sem preocupação com o “blending” ou segmentação contextual, é cada vez mais contestado. Publicidade na web requer outra abordagem. Banner não é outdoor, vendido pela praça e esta definida pela quantidade de carros que passam por ele.

espacinho

Mesmo que grande parte dos veículos online ainda se apegue a isto como modelo de negócio, é perceptível a queda na eficiência deste formato, com a constatação do banner blindness e da queda nas taxas de clique. A publicidade na Internet caminha em uma direção em que a interação deixa de ser a interação com a peça publicitária e perpassa a interação social, com o engajamento dos leitores que viram canais de difusão da ação (Lembram a frase de Lasswell que mencionei ao fim de um post anterior?).

espacinho

Não se trata mais de inserir uma peça em um site e esperar por atenção. A publicidade hoje se espalha, permite diálogo dos consumidores com a marca, vira tema de conversas, viraliza e tem que ser interessante e relevante. E isto tudo, certamente, o banner não permite. Está mais do que na hora de se dar conta de que Publicidade na Internet girando em torno de banners é como o homem-sanduíche no meio da praça. Você até sabe que ele está lá, mas não necessariamente vai dar atenção a ele ou se aperceber de sua existência.

espacinho

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